7 de fevereiro de 2015 – 7:31 | Sem comentários

Olá Crianças,
Para mim o ano começou ontem. Após um longo período de uma tortura mental, psicológica e financeira, meu ano começou…
Desde a copa de 2014 que as coisas começaram a definhar para mim e, talvez …

Continue lendo »
Crônicas

Humor

Pessoal

Poemas

Software Livre

Home » Crônicas

A degradação da sociedade – Religião seria um mal?

Escrito por em 8 de junho de 2011 – 15:05

Essa noite tive um sonho muito estranho onde conflitava com meu irmão Edilson. No sonho a causa de nosso conflito era puramente religioso.

Meu irmão, no sonho, era muito intolerante com minha posição religiosa e tive de chamá-lo para uma conversa franca sobre o assunto. Me recordo de estar comendo um peixe e lhe disse que após terminar de comer meu peixe, que ele poderia ir embora. Mas enquanto isso ele deveria compartilhar aquele momento comigo até o final.

Logo após acordar, fiquei refletindo sobre o assunto e me deparei com muitas perguntas e afirmações que vejo diariamente. Como a de que o mal do mundo é a religião.

Por muitas vezes cheguei a ter essa mesma conclusão, já que a grande intolerância humana a ponto de haver guerras e matanças, se dão por intermédio de discussões e divergências religiosas. A não aceitação do que o outro acredita ou a crítica feita à aquilo que outros acreditam, acabam por serem estopins para brigas e segregações em todo o mundo.

Mas, após refletir muito sobre o assunto, pude ver claramente o que o problema nunca foram as religiões e sim as pessoas que as representam e acreditam nelas.

Sempre fui uma pessoa que não tenho muitas afeições ao Padre Marcelo Rossi, mas sempre disse que o admirava por estar arrebanhando milhões de pessoas com seu carisma e levando-os a momentos de confraternização e comunhão num momento de paz e louvor a Deus.

Não me perguntem o por que não consigo ser simpático ao Padre Marcelo, apenas não consigo vê-lo como uma pessoa a ser meu “amigo”. Talvez seja só por não conhecê-lo pessoalmente, sei lá, mas não consigo ser simpático a ele.

Acho que representantes religiosos devam ser pessoas que sejam imparciais às camadas sociais, pessoas de mentes abertas e inteligentes e acima de tudo, pessoas que respeitem as diferenças das pessoas.

Logo quando comecei a estudar o espiritismo, ficava um tanto receoso de dizer que era espírita porque muitas pessoas, diga-se de passagem até hoje, me veem como “macumbeiro”. E se eu fosse? Seria porque “macumbeiros” fazem mal às pessoas através de suas “macumbas”?

Quantas pessoas católicas, espíritas, “evangélicos”, islamistas e outras denominações, fazem tanto mal a muitas outras pessoas?

São pessoas que matam e não suas religiões, são povos que guerreiam e não suas crenças ou seus “deuses”.

Acho que há necessidade de que as pessoas tenham uma religião, independente da qual seja, mas que sejam fiéis aos seus princípios que são de bondade e amor ao próximo. Que respeitem a todos e se acham que estão no mal caminho que os oriente, mas não queiram que sigam por seus passos ou que os “amaldiçoem” por não compartilharem de suas crenças ou orientações.

Quando começarmos a aprender que, independente da crença, o respeito por aquilo que meu próximo acredita é soberano, não iremos mais enfrentar esses tipos de problemas que tanto aflige muitas nações.

Sou bastante fã de um programa de TV, um desenho, chamado South Park. Esse desenho “esculacha” com celebridades, temas e religiões. Vejo alguns episódios onde o personagem “Jesus”, baseado no próprio, tem atitudes que muitos que acreditam nele ficam de cabelos em pé e querendo que seus criadores queimem no fogo do inferno. Assim como quando zoam Maomé, Moisés, o Papa e muitas outras figuras religiosas.

Mesmo eu tendo Jesus como um ícone de minha crença, não vejo aquilo como uma blasfêmia, até mesmo porque imagino que Ele é tão superior a isso que pode até mesmo rir com o quanto “fértil é a imaginação do homem”.

Não há motivos para que matemos em nome de nossos “deuses”, se você acha que isso é falta de respeito com sua divindade, que ore por ele e peça clemência. Mesmo eu achando que isso é bobagem porque se eles se sentissem ofendidos, teriam “poderes” suficientes para se defenderem.

Enfim, viva o melhor que puder seus dias. Ame seus pais, filhos, irmãos, parentes e amigos de maneira sincera e pura e não queira o mal a quem quer que seja ou o que quer que acreditem. Assim, tenho certeza, que teremos um problema a menos de violência a que se preocupar.

Temos a capacidade e a responsabilidade de escolher se nossas ações seguem um caminho virtuoso ou não (Dalai Lama)

Comments are closed.